Núcleo de Apoio – Orientação Vocacional

Orientação Vocacional

A Psicóloga Flávia desenvolve um projeto de orientação vocacional com os alunos dos 3º anos do Ensino Médio, no primeiro semestre. Preste atenção nestas dicas importantes!

Com certeza você já ouviu muito, que precisa procurar conhecer bem a si mesmo, os cursos e a carreira que pretende seguir, mas de fato, esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. Buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.

Escolher a profissão é importante, mas é imprescindível refletir sobre a carreira que você irá construir. O mercado de trabalho pede duas competências primordiais:

1) Expertise - que é a soma de conhecimentos multidisciplinares, com experiências múltiplas, não necessariamente de trabalho, mas de vida.
2) Resiliência - ou seja, capacidade do indivíduo de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir a pressões de situações adversas com presteza, estratégia e agilidade.
A escolha consciente da carreira pode exigir dois passos:

Primeiro: Olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos, personalidade e também se questionar:
- Quais atividades terei que fazer nessa profissão?
- Quais atividades terei de fazer? Vou gostar e realizá-las?
- Quais atividades não farei, mas gostaria de fazer?
- Quais atividades não farei e não gostaria de fazer?

Segundo: Procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades oferecidas por elas, também pode ajudar você a se decidir.
O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, mas sim descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar, em longo prazo. Não adianta escolher um curso de graduação, sem saber o que vai fazer com ele.
A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir as ferramentas necessárias para isso, como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar.
Faça a si mesmo perguntas simples:

- Em quais profissões poderei usar as habilidades que tenho?

- Conheço bem o curso que pretendo fazer? Observei a grade curricular do curso para conhecer quais matérias vou estudar?

- Em quais locais, empresas e cargos eu poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?

Depois é preciso considerar se as vantagens e desvantagens compensarão. Você se sentirá realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina? Vale se perguntar, por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo.

O que sempre idealizamos é conseguir conciliar hobby e competências, e a primeira etapa desse processo de escolha (o autoconhecimento) é com você.